Publicado em: 27 Nov 2025
O que fazer em Magé (Centro)?
Turismo
O que fazer em Magé (Centro): História, Fé e o Pôr do Sol Mais Bonito
Se você quer entender a alma da nossa região, precisa visitar o 1º Distrito: Magé (Centro).
Muitas vezes, quem passa apressado pelas ruas do comércio não imagina que, a poucos quilômetros dali, estão verdadeiros tesouros do Brasil Colônia e um dos cartões-postais mais famosos do estado. O Centro de Magé é onde o passado se encontra com a Baía de Guanabara, oferecendo um roteiro rico em cultura, mirantes e fé.
Atualizamos nosso guia com o que não pode faltar na sua visita ao coração da cidade. Confira!
1. Píer da Piedade
O cartão-postal oficial
Não tem como falar de Magé sem falar dele. O Píer da Piedade é, sem dúvidas, o local mais fotografado da cidade. Avançando sobre as águas da Baía de Guanabara, ele oferece uma vista cinematográfica: de um lado, o espelho d'água e os barquinhos de pesca; do outro, a imponente Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus desenhados no horizonte.
É o local perfeito para caminhar, sentir a brisa do mar e garantir aquela foto incrível — especialmente ao pôr do sol.
2. Poço Bento de São José de Anchieta
Milagre e História
Bem pertinho do Píer, você encontra um local sagrado: o Poço Bento. A história conta que, no século XVI, o Padre José de Anchieta, sofrendo com o calor e a sede, bateu com seu cajado em uma pedra e dela brotou água doce, em pleno litoral de água salgada.
Até hoje, o poço fornece água potável e atrai fiéis de todo o Brasil. O complexo inclui uma capela charmosa e é cercado por uma atmosfera de paz.
3. Morro do Bonfim (Mirante e Capela)
A vista panorâmica da cidade
Para quem gosta de ver a cidade do alto, a subida ao Morro do Bonfim é obrigatória. Lá no topo, você encontra a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, construída em 1883.
Além da parte religiosa, o local funciona como um mirante natural espetacular. De lá, você tem uma visão 360º que abrange o centro da cidade, o manguezal e a Baía de Guanabara. O acesso é íngreme, mas a vista compensa cada passo.
4. Ruínas da Capela de Sant’Anna (Vila Inca)
Um cenário de novela
Escondidas na região da Vila Inca (parte do 1º distrito), estão as Ruínas da Capela de Sant'Anna. Construída em 1737, essa antiga capela de fazenda hoje mantém suas paredes de pedra e o arco do altar em pé, cercados pela vegetação. É um local de beleza rústica e melancólica, muito procurado para ensaios fotográficos e por quem ama história. É uma verdadeira viagem ao século XVIII.
5. Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade
O coração da cidade
Na Praça Dr. Nilo Peçanha, está a imponente Igreja Matriz, fundada em 1750. Ela testemunhou todo o crescimento de Magé e guarda em seu interior traços importantes do barroco e da fé local. A praça em frente, arborizada, é o ponto de encontro clássico dos moradores.
6. Palácio Anchieta (Prefeitura)
Localizado na mesma praça da Matriz, o prédio da Prefeitura chama a atenção pela arquitetura histórica. Vale a pena parar para admirar a fachada e tirar uma foto desse marco administrativo da cidade.
7. Gastronomia no Cais da Piedade
Depois de tanto passear, a fome bate. A região do Cais da Piedade é a melhor pedida. Lá você encontra restaurantes com mesas ao ar livre e vista para a Baía, servindo as famosas peixadas, moquecas e caranguejos frescos. É um almoço com "vista de milhões".
8.Travessia para a Ilha de Paquetá (Bônus)
Você sabia que do Píer da Piedade saem barcos que fazem o trajeto até a Ilha de Paquetá? Embora não seja uma linha de barcas regular como no Rio, muitos barqueiros locais realizam o transporte turístico (vale conferir a disponibilidade no local). É uma forma incrível de passear pela Baía de Guanabara.
9. Caminho do Ouro
É um caminho de pedras construído por escravos em 1723, na Serra dos Órgãos, utilizado originalmente para transportar ouro entre Minas Gerais e Magé. Hoje, a trilha é um ponto turístico, conhecida pelo seu calçamento considerado uma verdadeira obra de arte.
O trajeto atravessa uma área de Mata Atlântica, onde é possível observar bromélias, samambaias e animais como macacos e preguiças. Pelo caminho, também há corredeiras e pequenas cachoeiras.
O acesso é feito pela Rodovia BR-116 (Avenida Santos Dumont), no bairro Vila Inhomirim, distrito de Piabetá, a cerca de 25 km do centro de Magé. A entrada da trilha fica próxima à Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Como chegar?
O Centro de Magé é o ponto de convergência da cidade, acessível facilmente pela BR-493 e BR-116.
Gostou do roteiro? O Centro de Magé é muito mais do que comércio: é história viva. Já subiu no Morro do Bonfim ou visitou as Ruínas? Poste e marque o @seuguialocalmage!
